
A Polícia Federal realizou uma operação nesta quinta-feira (10) contra Karina Gama, produtora de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que repassou R$ 2 milhões em emendas para entidades ligadas à produtora. Ela tem recebido sugestões para firmar um acordo de delação premiada no caso, mas resiste à possibilidade.
Karina é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades que também entraram no alvo da ação policial. Segundo o Metrópoles, entre as pessoas que procuraram a produtora para sugerir uma colaboração premiada, há lideranças religiosas. As abordagens ocorreram enquanto avançavam as apurações sobre o financiamento da produção.
A produtora afirmou a interlocutores que não tem o que delatar. Ela sustenta que não cometeu irregularidades e, por isso, não teria informações a oferecer em um eventual acordo.

STF investiga possível uso de emendas no financiamento de “Dark Horse”
“Dark Horse” é uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ator americano Jim Caviezel integra o elenco e aparece no primeiro trailer divulgado da produção.
O Supremo Tribunal Federal também apura uma suspeita de desvio de emendas parlamentares para financiar o filme. A investigação coloca a origem dos recursos da obra no centro do caso.
O ministro André Mendonça homologou a delação de um empresário que realizou repasses para “Dark Horse”. A colaboração passou a integrar os desdobramentos ligados ao financiamento do longa.
Karina ainda não anunciou qualquer acordo com as autoridades e mantém a posição de que não praticou atos ilegais relacionados à produção ou às entidades sob sua responsabilidade.