O secretário-geral da ONU esteve, no dia 1º de setembro, no Quirguistão onde participou da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai.
António Guterres se dirigiu aos líderes presentes no evento afirmando que o mundo está cada vez mais multipolar e que isso “é algo positivo que deve ser fortalecido”.
Multilateralismo eficaz
Segundo ele, a multipolaridade é uma condição importante para alcançar a justiça na governança global e nas relações internacionais.
Além disso, representa “o melhor suporte para um multilateralismo eficaz e para uma Organização das Nações Unidas a serviço de todos”.
O secretário-geral enfatizou que a Organização de Cooperação de Xangai é “um importante pilar do multilateralismo” e citou quatro áreas chave onde a colaboração com a Nações Unidas pode ser fortalecida.
Segurança e arquitetura financeira
A primeira é a da segurança global. O líder da ONU afirmou que o mundo precisa de soluções pacíficas, justas e duradouras para os muitos conflitos que ameaçam a estabilidade global.
Guterres enfatizou a importância de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-Mandeb, e de assegurar cessar-fogos na Ucrânia e em Gaza. Ele disse ainda que na Cisjordânia, os ataques de residentes de assentamentos e sua expansão devem acabar.
Em segundo lugar, o líder da ONU pediu a reforma da arquitetura financeira global para introduzir justiça e equidade e abordar seriamente a dívida que está sufocando tantos países em desenvolvimento.
Ele afirmou que os bancos multilaterais de desenvolvimento precisam ser maiores, melhores e mais ousados para apoiar essas nações.
Crise climática e governança da IA
Sobre a crise climática, Guterres pediu que os países reduzam drasticamente as emissões de gases do efeito estufa e acelerem a transição para as energias renováveis, pois o mundo está prestes a ultrapassar o limite de temperatura de 1,5C°.
Ele também declarou que os minerais críticos, necessários para a transição energética, devem ser geridos de forma responsável e sustentável, com maior valor agregado nos países produtores.
Por fim, o secretário-geral abordou a inteligência artificial e a necessidade de salvaguardas que possibilitem que a tecnologia seja usada de forma responsável. Fonte: ONU News