André Mendonça, terrivelmente golpista, está a serviço de Trump

A cada dia, Donald Trump avança em seu projeto de transformar a América Latina no quintal do imperialismo norte-americano, combinando pilhagem econômica, ingerência política e ameaças militares.

É nesse contexto que devemos compreender o agravamento da crise das instituições brasileiras às vésperas de uma eleição decisiva. O Brasil tornou-se um dos principais polos de resistência ao domínio imperialista na América Latina e, por isso, está sob crescente pressão para enfraquecer sua soberania.

Essa ofensiva assume várias formas. Vai das ações públicas às articulações conduzidas por agências de inteligência e pelas big techs. É nesse ambiente que ganha força uma verdadeira “operação do caos”, destinada a desequilibrar o processo eleitoral.

O terrivelmente bolsonarista André Mendonça entra em cena recorrendo ao velho mantra de que a política é “um mar de lama” e de que alguém precisa surgir como salvador da pátria.

O combate à corrupção é extremamente necessário. O problema é transformar o combate a corrupção em instrumento de manipulação política e de projetos golpistas. Forças fascistas e autoritárias chegaram ao poder exatamente assim: denunciando a corrupção e prometendo “limpar” a política. Foi assim, em contextos distintos, na Itália de 1922, na Alemanha de 1933 e no Brasil, às vésperas do golpe de 1964.

Nossa perspectiva é anticapitalista. Sabemos que o capitalismo produz desigualdade, destruição ambiental , corrupção e concentração obscena de riqueza e poder. Mas isso não significa assistir passivamente ao uso oportunista e hipócrita da moralidade como arma eleitoral e golpista.

Delações manipuladas , vazamentos seletivos e operações direcionadas já foram utilizados para interferir no processo político brasileiro. Não podemos esquecer a divulgação da delação de Antonio Palocci na reta final da eleição de 2018, em meio à ofensiva que ajudou a pavimentar o caminho para a vitória de Jair Bolsonaro.

É preciso combater a corrupção com rigor. Mas não podemos permitir que a imprensa, o sistema de Justiça , o grande capital e setores do aparato estatal escolham previamente quem deve ser acusado, protegido ou condenado diante da opinião pública.

É preciso combater a corrupção com rigor. Mas não podemos permitir que a imprensa, o sistema de Justiça , o grande capital e setores do aparato estatal escolham previamente quem deve ser acusado, protegido ou condenado diante da opinião pública.

A exploração permanente de escândalos, reais ou forjados, também serve para esconder os problemas fundamentais do país. Enquanto as manchetes alimentam o espetáculo da crise, ficam em segundo plano a soberania nacional, o emprego, a saúde, a educação, a crise ambiental e as condições de vida dos trabalhadores.

É nesse cenário que a luta pelo fim da escala 6×1 ganha ainda mais força. Reduzir a jornada de trabalho é defender o tempo de vida, a saúde e a dignidade de milhões de trabalhadores.
Diante da ofensiva dos EUA na América Latina, a eleição de traidor é entregar o Brasil de joelhos, sem resistência e sem dignidade. Não basta indignar-se, reclamar ou apenas torcer.

É preciso reagir — com firmeza, organização e coragem — e agir agora, antes que seja tarde demais.

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