
O Palácio do Planalto mobiliza movimentos sociais e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar as arquibancadas do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A iniciativa busca ampliar o público da celebração oficial, depois de as arquibancadas terem ficado esvaziadas no ano passado. Com informações de Folha de S.Paulo.
O governo também proibiu propaganda política no evento. Convites direcionados à militância reforçam que participantes não podem levar bandeiras, adesivos, santinhos ou outros materiais associados a campanhas eleitorais.
A mobilização ocorre no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende convocar apoiadores para manifestações contra Lula e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O governo quer transformar a presença popular no desfile em uma demonstração de força, sem vincular formalmente a cerimônia à disputa eleitoral.
Servidores escalados para a programação receberam orientação para vestir a camisa do Brasil ou roupas com as cores da bandeira. A convocação também prevê maior participação de jovens e de representantes de movimentos sociais nas arquibancadas.
Governo cita risco eleitoral após caso de Bolsonaro
O Planalto adotou as restrições para evitar questionamentos da Justiça Eleitoral sobre o uso de uma cerimônia pública. O desfile de 7 de Setembro de 2022 entrou entre os fatos considerados pelo Tribunal Superior Eleitoral ao declarar Jair Bolsonaro (PL) inelegível, em processo que tratou de abuso de poder político e uso de recursos públicos em campanha.
A Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ministro Guilherme Boulos, coordena a mobilização. A pasta atua em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência e o Gabinete de Segurança Institucional.
Boulos também participa da articulação da militância para a campanha de reeleição de Lula. Por isso, o governo separou a convocação de público para a data cívica de qualquer distribuição de material eleitoral ou exibição de símbolos de campanha.
O desfile ocorrerá na Esplanada dos Ministérios, palco tradicional das comemorações da Independência em Brasília. A orientação do Planalto mantém a presença de apoiadores e movimentos sociais, desde que eles respeitem a vedação a peças de propaganda política.