
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (5) aponta que 57% dos eleitores se dizem mais decididos a votar na eleição presidencial de 2026 do que estavam na disputa de 2022. Outros 32% afirmaram ter o mesmo grau de decisão, 11% se consideram menos decididos e 1% não soube responder.
O instituto ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 1º e 2 de setembro. A pesquisa, contratada pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-03669/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
Entre os eleitores que declararam intenção de voto nos candidatos mais bem colocados, os de Flávio Bolsonaro aparecem como os mais decididos: 68% disseram ter maior convicção do que há quatro anos. Entre os apoiadores do presidente Lula, esse índice chegou a 61%.
Os eleitores de Romeu Zema e Ronaldo Caiado concentraram os maiores percentuais de pessoas menos decididas que em 2022, com 22% e 17%, respectivamente. No grupo que não se alinha ao petismo nem ao bolsonarismo, 40% afirmaram estar mais decididos, 41% mantêm o mesmo grau de decisão e 18% estão menos decididos.

Preocupação e acompanhamento da campanha presidencial
O levantamento também mediu a preocupação com o resultado da eleição. Para 46% dos entrevistados, a preocupação é maior do que na disputa anterior; 28% declararam preocupação igual, 24% menor e 2% não responderam.
Sobre as propostas dos candidatos, 41% disseram estar mais informados neste ano do que em 2022. Outros 36% afirmaram ter o mesmo nível de informação, enquanto 21% se consideram menos informados e 2% não souberam responder.
O acompanhamento de notícias sobre os presidenciáveis aumentou para 42% do eleitorado, enquanto 28% acompanham menos conteúdos e outros 28% mantêm o mesmo hábito. Nas redes sociais, 57% relataram ter visto publicações sobre a eleição de 2026.
Perfis de veículos jornalísticos lideraram os canais de conteúdo eleitoral visualizado, citados por 75% dos que viram publicações nas redes. Em seguida vieram perfis de jornalistas, com 71%, e dos próprios candidatos, com 69%; influenciadores alcançaram 61%, e grupos de WhatsApp ou Telegram, 47%.