
O maquiador Agustin Fernandez, conhecido por trabalhar com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pediu nas redes sociais o fechamento da Igreja da Lagoinha de Alphaville, em São Paulo. Em um vídeo, ele criticou a experiência que teve em um culto e atacou a conduta da família ligada à congregação.
“E se eu falar pra vocês que estou orando a Deus pra fechar essa Lagoinha de Alphaville? Alguns anos atrás, aconteceu algo que me marcou muito e me fez criar aversão por igreja, por crente e por todo esse universo”, afirmou Fernandez no início do desabafo.
Ele citou uma declaração pública do pastor André Valadão de que a igreja “não era pra gay” e lembrou que Guilherme de Pádua foi ungido pastor. Para o maquiador, esses episódios o afastaram da religião por anos.
Fernandez disse que havia mudado sua relação com a fé, com Deus e com a Bíblia antes de aceitar o convite para participar de um culto da Lagoinha. “Fui com esse sentimento de ressignificar aquele trauma. Só que saí de lá pior que cheguei”, relatou.
Críticas ao culto e a alegações sobre a igreja
Na gravação, o maquiador comparou o ambiente da congregação a uma casa de shows sertaneja. Ele também classificou a pregação que acompanhou como a pior de sua vida e afirmou que o pastor subiu ao púlpito sem Bíblia.
Fernandez relatou que o religioso falou sobre uso de Mounjaro, exercícios físicos e um sonho em que teria ido ao céu. Segundo ele, a apresentação incluiu imagens em um telão e não teve apelo religioso. “Um culto sem Bíblia, sem a palavra de Deus, sem apelo”, criticou.
Ao explicar o pedido pelo fechamento, ele mencionou acusações e disputas envolvendo integrantes da família ligada à igreja, além de referências ao Banco Master, ao INSS, a aluguel, prestadores de serviço, funcionários e ofertas. Fernandez não apresentou documentos no vídeo para sustentar as acusações.
O maquiador afirmou que esse tipo de conduta pode prejudicar a aproximação de pessoas com o cristianismo. “A pessoa olha e acha que o ministério de Cristo é isso, roubalheira, corrupção, trambiquismo, estelionatário, mau-caratismo”, disse.
Ao final, Fernandez afirmou que esperava críticas por expor sua posição. “Esse lugar não tem honra, não consigo nem chamar de igreja. Não tem honra entre os irmãos porque é um processando o outro, o locatário, a oferta, os pastores”, declarou.