
O ex-governador do Ceará Ciro Gomes disse que procurou ajuda psicológica depois do rompimento com o irmão, o senador Cid Gomes (PSB), ocorrido durante as eleições de 2022. Em entrevista à TV SerTão, ele afirmou que enfrentou um período de sofrimento após o conflito familiar.
“Pela primeira vez na vida precisei de ajuda psicológica. Não tenho vergonha de dizer. Procurei ajuda”, declarou Ciro. Ele disse que, com o acompanhamento e o apoio da mulher, Gisele, recuperou uma paz que havia perdido.
Ciro relatou que passou a ter dificuldades para dormir e que se via chorando de forma inesperada. Para ele, a situação trouxe a sensação de “amarga ingratidão” por parte de uma pessoa a quem atribuía importância familiar.
Ao falar de Cid, Ciro afirmou: “Eu tinha ele como um filho”. O ex-governador disse que era o irmão mais velho quando o pai morreu, mas evitou detalhar novamente as razões do afastamento.

Racha entre os irmãos começou na eleição de 2022
O desentendimento ocorreu na disputa pelo governo do Ceará em 2022. Cid defendia a candidatura à reeleição da então governadora Izolda Cela, posição que preservaria a aliança local entre PDT e PT, mantida por 16 anos.
Ciro, que disputava a Presidência naquele ano, apoiou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio ao Palácio da Abolição. A divergência rompeu a aliança entre PDT e PT no estado e levou Cid e outros políticos a deixarem o partido.
Na entrevista, Ciro afirmou que decidiu não atacar o irmão. “Faz de conta que ele não existe, porque eu não tenho a menor vontade de atacá-lo. Acho que o meu caráter não permite atacar um irmão”, disse.
O ex-governador também declarou que considera o assunto encerrado. “Aqui acabou, esse assunto está vencido para mim. Deixa o povo que resolve e Deus lá vai se encontrar com nós dois lá na frente”, afirmou.