
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou a Justiça Eleitoral contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pela divulgação de um laudo falso atribuído à Polícia Federal. A ação, apresentada nesta sexta-feira (4), também leva as assinaturas da deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL-MG) e da candidata a deputada federal Ana Elisa (PT-MG).
O documento que circulou nas redes sociais dizia que a Polícia Federal não havia identificado indícios de crime em conversas entre Nikolas e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A corporação confirmou que o relatório é falso.
Nikolas republicou o conteúdo em seus perfis. Procurado, o parlamentar afirmou que apenas repostou uma publicação vista no X e apagou a postagem logo em seguida.
Em publicação nas redes, Erika classificou a divulgação como crime e escreveu: “O que Nikolas fez é CRIME. Não se publica um falso documento oficial, produzido por inteligência artificial, em campanha eleitoral. Um crime com pena de até 6 anos de prisão”.
🚨 PRISÃO DO NIKOLAS JÁ!
Eu, a @AanaElisast e a @BellaGoncalvs estamos denunciando o deputado Nikolas Ferreira à Justiça Eleitoral por publicar um laudo FRAUDADO da Polícia Federal para se dizer inocente após as revelações sobre suas ligações com Vorcaro.
O que Nikolas fez é… pic.twitter.com/tI8O6qpspr
— ERIKA HILTON 5070 ✨ (@ErikakHilton) September 4, 2026
Deputada cobra resposta do TSE durante a campanha
Erika também cobrou rapidez do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na análise da ação. Para a deputada, documentos falsos não podem contaminar o debate público em período eleitoral.
A parlamentar relacionou o episódio às conversas entre Nikolas e Vorcaro que motivaram a circulação do suposto laudo. “Se Nikolas não quisesse ter sua índole questionada, ele deveria ter pensando melhor antes de mandar áudios pedindo favores para Vorcaro, o ladrão de aposentados, em vez de publicar um laudo falso”, afirmou.
Na mesma manifestação, Erika disse que “talvez o único documento capaz de defendê-lo realmente seja um documento falsificado”. Ela publicou ainda a frase “PRISÃO DO NIKOLAS JÁ!” em seus perfis.
A Justiça Eleitoral deverá analisar o pedido apresentado pelas três políticas e definir se abre medidas contra o deputado pela republicação do documento falsamente atribuído à Polícia Federal.