A guerra no Irã trouxe um novo inimigo para o agro brasileiro: o enxofre caro. Essencial à produção de fertilizantes fosfatados, o insumo saltou de cerca de US$ 80 a tonelada, em 2024, para até US$ 1,2 mil no auge do conflito e ainda ronda US$ 800. Para João Martins da Silva Júnior (foto: Wenderson Araujo/CNA), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o problema é especialmente grave para o Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome. O setor calcula que poderá necessitar de até R$ 2 bilhões em apoio para a safra 2026/27. O Rabobank prevê pressão sobre os fosfatos pelo menos até julho de 2027 e queda de 7% na demanda mundial neste ano. Para preservar margens, produtores podem reduzir a adubação. No campo, a geopolítica também cobra sua conta — e em dólar.
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