O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que, por “não haver segurança” de votos suficientes, os governistas no Senado decidiram adiar, desta quarta-feira (2) para outubro, a votação no plenário da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1.
Randolfe disse que a articulação da oposição, liderada pelos senadores do PL Flávio Bolsonaro (RJ) e Rogério Marinho (RN), foi bem-sucedida.
“Eu posso garantir a vocês o seguinte: nós iremos votar essa proposta de emenda constitucional a qualquer custo, nem que a oposição tenha que pagar o preço indefinitivo de colocar no painel o seu voto, não, até o final de outubro”, disse o líder.
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O senador dafirmou que há possibilidade de votar num terceiro esforço concentrado antes do primeiro turno, mas acredita numa chance maior na segunda semana de outubro.
Ele diz que houve uma conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a votação da matéria nesta quarta-feira. “Vocês têm votos suficientes”, questionou Alcolumbre, que teve como resposta a incerteza.
Apesar do quórum no painel de votação indicar que havia senadores suficientes no plenário para votar, o líder disse que não havia segurança de que o governo teria os 49 votos suficientes para aprovar a PEC.
“Ao longo desta legislatura, quero lembrar que para nós aprovarmos a reforma tributária aqui foram 52, 53, 54 votos. O limite que temos é 53, 54 votos. No mapa que fizemos, havia risco”, explica.
“Poderíamos conseguir a aprovação? Poderíamos. Mas havia risco. Não é adequado correr risco sobre esse tema. Nós queremos colocar esse tema para votar com a garantia que ele vai ser aprovado”, completa.