Maior doador de Cury, deputado do PSB transita entre base de Lula e apoio a Zema

Noraldino Júnior, deputado estadual de Minas Gerais
Noraldino Júnior, deputado estadual de Minas Gerais pelo PSB. Foto: Reprodução

O deputado estadual Noraldino Júnior (PSB-MG) é, até o momento, o maior doador pessoa física da campanha de Augusto Cury (Avante) à Presidência, desconsiderando o próprio candidato. O parlamentar repassou R$ 15 mil à candidatura do escritor.

A transferência foi feita na segunda-feira (31). O valor supera os R$ 13 mil que Noraldino declarou à própria campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Na prestação de contas de Cury, o deputado aparece atrás apenas do próprio presidenciável, que colocou R$ 150 mil na campanha, e do Avante, responsável por uma transferência de R$ 50 mil. Outras cinco pessoas físicas fizeram doações entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

Augusto Cury
O escritor e candidato a presidência, Augusto Cury (Avante). Foto: Divulgação/Associação de Magistrados Brasileiros

Noraldino disputa a reeleição em Minas Gerais e é filiado ao PSB, partido que integra a base do governo Lula e também abriga o vice-presidente Geraldo Alckmin. A doação a Cury foi feita em nome próprio, e não pela sigla.

Os dados refletem a prestação de contas disponível nesta quarta-feira (2). Como a campanha ainda está em andamento, novos recursos podem ser registrados e alterar a posição dos maiores doadores.

Noraldino Júnior já protagonizou atritos dentro do próprio PSB. Em outubro de 2025, a direção da legenda em Belo Horizonte divulgou uma nota de repúdio após o deputado votar a favor da PEC que retirou a exigência de referendo popular para a privatização da Copasa. O partido afirmou que a posição não representava seus militantes. No mesmo período, Noraldino assumiu a liderança do bloco Avança Minas, de apoio ao governo Romeu Zema, apesar de já ter votado contra o governador em pautas relevantes.

Outra controvérsia remonta ao período em que Noraldino era vereador de Juiz de Fora. Ele apresentou uma proposta para permitir que a Guarda Municipal utilizasse revólveres, mas o projeto foi rejeitado. Uma versão posterior, que previa o uso de armas não letais, também gerou resistência e acabou vetada pelo prefeito.

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