
Renzo Braz (PP-MG), suplente do senador Rodrigo Pacheco (PSB), deve assumir uma cadeira no Senado e poderá reduzir a base do governo Lula até o fim da atual legislatura. O ex-deputado federal declarou apoio a Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2018.
A mudança ocorrerá caso Pacheco assuma uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A previsão é que a posse no tribunal aconteça antes das eleições de 2026.
Durante o governo Bolsonaro, Braz também defendeu a escolha do então juiz Sergio Moro para comandar o Ministério da Justiça. “Esse é o Brasil que eu quero. Parabéns ao nosso presidente Jair Bolsonaro pela indicação do juiz Sergio Moro como ministro da Justiça”, escreveu nas redes sociais.
Em 2013, quando exercia mandato de deputado federal, Braz votou a favor do relatório que pediu o arquivamento de um processo por quebra de decoro parlamentar contra Bolsonaro, que também ocupava uma cadeira na Câmara.
Votações anteriores e pautas que aguardam o Senado

Braz apoiou em 2016 o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT). A votação na Câmara autorizou o Senado a abrir o processo que levou ao afastamento da petista.
Em 2019, ele também defendeu a privatização dos Correios. Ao compartilhar um vídeo favorável à venda da estatal, escreveu que era necessário acabar com a “cabide de empregos no Brasil”.
A eventual chegada do suplente ocorrerá antes de votações importantes para o Palácio do Planalto. Entre as propostas citadas estão a PEC do fim da escala de trabalho 6×1 e o Orçamento de 2027.
O mandato atualmente ocupado por Pacheco termina em 1º de fevereiro de 2027. Se a transferência para o TCU ocorrer no prazo previsto, Braz poderá participar das deliberações do Senado até essa data.