
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, articula a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga aberta no Tribunal de Contas da União (TCU) com a renúncia do ministro Bruno Dantas. A intenção é levar o nome do aliado diretamente ao plenário, sem sabatina em comissão.
Alcolumbre trabalha para que o Senado aprove Pacheco nesta semana, durante o esforço concentrado da Casa. A votação pode ocorrer na terça-feira (1º) ou, no limite, na quarta-feira (2).
O presidente do TCU, Vital do Rêgo, deve comunicar formalmente a abertura da vaga ao Senado nesta segunda-feira (31). A formalização permite que o Congresso avance no processo de escolha do novo ministro.
A estratégia do presidente do Senado prevê a aprovação antes das eleições. Alcolumbre já conversa com senadores para reunir apoio à indicação de Pacheco.

A Constituição exige sabatina em comissão quando a Presidência da República indica o integrante do TCU. Como a vaga será preenchida por escolha do Congresso Nacional, Alcolumbre avalia que o procedimento não se aplica ao caso de Pacheco.
Aliados do senador mineiro esperam uma aprovação por ampla maioria no Senado. Pacheco presidiu a Casa entre 2021 e 2025 e se filiou ao PSB em abril deste ano.
Depois da deliberação dos senadores, a indicação seguirá para revisão da Câmara dos Deputados. O Congresso promulgará o resultado após a etapa na outra Casa.
Bruno Dantas deixou o TCU para trabalhar na iniciativa privada. Ele e Pacheco também aparecem entre os nomes cotados para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal.