
Renata Vasconcellos e César Tralli não foram empurrados para o desastre das entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos por não terem talento. Falharam porque não estavam aptos para aquela tarefa.
A Globo queria fazer o que eles fizeram. Mas a dupla não tem o que as redações chamavam de estofo para levar adiante a série de interrogatórios, que teria seu auge na entrevista com Lula.
O projeto era esse mesmo. Produzir inquéritos, no último esforço para que surgisse algum nome capaz de enfrentar Lula que não seja o filho ungido. Quem falhou foi a Globo, não foi a dupla do JN.

A tarefa será assumida no segundo turno por Renata Lo Prete, mas o revezamento já havia sido anunciado em fevereiro. Dois inseguros são substituídos pela jornalista mais segura da TV brasileira, que construiu sua trajetória no jornalismo impresso.
Não se discute se é a melhor, se é e mais talentosa ou a mais correta. É a mais segura, a que tem mais certeza do que fala e do que pergunta. Tralli e Renata entraram numa fria porque a Globo os empurrou para o que se viu.
Com a outra Renata, será outra história. Será mais uma vitória de uma geração sempre atacada por etaristas e machistas. Teremos mais entrevistas e menos inquisições.