VÍDEO – Discussão entre candidatas bolsonaristas acaba em agressão e BO: “Não é palanque político”

Candidatas bolsonaristas saem na mão. Foto: Reprodução

As candidatas do PL no Distrito Federal Mariana Naime e Luiza Cunha registraram boletins de ocorrência após uma discussão que terminou em acusações e agressão durante um encontro de apoiadores de Jair Bolsonaro. A segunda passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) após afirmar que sofreu arranhões e ficou com marcas roxas no braço.

Segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, o episódio ocorreu no último sábado (22), em frente ao Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime) do DF, onde bolsonaristas se reuniram para recepcionar Manoel Messias, um dos condenados pelo ato terrorista de 8 de Janeiro, na saída após três anos e meio no Complexo da Papuda.

Mariana é mulher do coronel Jorge Eduardo Naime, condenado a 16 anos de prisão pelos atos golpistas, e concorre a deputada federal pelo PL. Ela usava uma camisa de campanha, apresentava-se como “candidata do Nikolas” e estava acompanhada de um segurança, o que gerou incômodo entre pessoas presentes no local.

Edjane e Luiza Cunha chegaram depois ao encontro. Edjane disse que estava feliz com a presença de Mariana porque nunca a havia visto naquele ponto de apoio a familiares de presos. Mariana interpretou a fala como deboche, e as duas passaram a discutir.

Vídeo mostra bate-boca e intervenção de segurança

Em um vídeo de cerca de cinco minutos, Luiza e outras pessoas dizem que o local “não é palanque político”. Mariana filmou o bate-boca e respondeu aos ataques. Em seguida, Edjane elevou o tom: “Você nunca foi lá no presídio. Quem sofreu fui eu. Eu queria que o seu marido morresse para você. Troco o meu lugar com qualquer um, se alguém tivesse morrido.”

Um recorte da fala de Edjane, com a interpretação de que ela desejava a morte do coronel Naime, circulou nas redes sociais. A publicação motivou um boletim de ocorrência por difamação. Ela alega que o vídeo retirou a declaração de seu contexto original.

No depoimento que prestou à Polícia Civil, Luiza afirmou que Mariana “partiu para cima de Edjane, que recuou” e, depois, agarrou seus braços.

Luiza declarou que Mariana a arranhou e deixou marcas roxas. Ela disse que decidiu registrar a ocorrência para se resguardar e relatou ter recebido ameaças depois do episódio. “Não é concorrência política. Pensei em fazer dobradinha, mas ela não deu retorno. Nunca chegou a conversar”, afirmou.

Uma testemunha que preferiu não se identificar confirmou que Luiza ficou com arranhões nos braços, embora tenha dito acreditar que “ninguém tinha intenção de agredir ninguém”. Mariana afirmou que tentou se afastar quando a discussão se exaltou e que há vídeos e testemunhas sobre os fatos.

Mariana também registrou boletim de ocorrência para que as autoridades apurem o caso. Em nota, ela declarou que não quer “transformar essa causa em uma guerra pessoal” e disse que pretende esclarecer informações falsas divulgadas sobre ela e sua família.

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