Pesquisas mostram cenário acirrado, com vantagem para esquerda no RS

Duas novas pesquisas de intenção de voto para as eleições no Rio Grande do Sul, divulgadas nesta semana, mostram um cenário acirrado para a disputa majoritária, ora com com vantagem mais folgada para a esquerda, ora com empate técnico.

A mais recente, publicada nesta terça-feira (25), é a da RealTime Big Data, na qual a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) — candidata de Lula e de uma ampla frente popular e de esquerda —, tem 38% na simulação de primeiro turno estimulada.

Em segundo está o deputado federal Luciano Zucco (PL), representante do bolsonarismo, com 32%, seguido mais de longe pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB), apoiado pelo governador Eduardo Leite (PSD), com 19%. Bem mais atrás aparece o ex-prefeito de Guaíba, Marcelo Maranata (PSDB), com 4%. Outros candidatos somam 1% e brancos/nulos, 3%.

Considerando o principal cenário de segundo turno, a diferença é de quatro pontos percentuais para a pedetista (45%) frente ao bolsonarista (41%). Neste caso, brancos e nulos são 7%, mesmo percentual dos que não sabem/não responderam.

A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 24, com 1.600 eleitores do estado, por meio de abordagens telefônicas e digitais. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número RS-09640/2026.

Quaest

No caso da pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (24), Zucco aparece numericamente à frente no cenário de primeiro turno estimulado, com 26%, e Juliana com 23%, o que é considerado empate técnico, já que a margem de erro é de 3%. Gabriel Souza fica com 9%; Maranata, 2% e Priscila Voigt (UP) tem 1%.

Chama atenção neste levantamento o alto percentual de indecisos/não sabem/não responderam, que foi de 27%. Brancos/Nulos somam 12%.

A tendência se inverte na hipótese mais plausível de segundo turno, com Juliana à frente, somando 36% e Zucco, 33%. Indecisos/não sabem/não responderam são 19%; brancos/nulos, 12%

O instituto também quis saber se a escolha do candidato era definitiva: 61% disseram que sim, enquanto outros 39% afirmaram que podem mudar o voto.

A Quaest ouviu 900 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RS-06875/2026.

Senado

Ambos os institutos também aferiram a preferência do eleitorado para as duas vagas em disputa ao Senado.

No caso da RealTime Big Data, o cenário está bastante embolado, com empate técnico dentro da margem de erro. O deputado Marcel Van Hattem (Novo) aparece ligeiramente à frente com 20%, seguido da ex-deputada Manuela D’Ávila (Psol), com 19% e do deputado Ubiratan Sanderson (PL), com 17%.

Em seguida estão o deputado Paulo Pimenta (PT) e o ex-governador Germano Rigotto (MDB), com 15% cada. Depois aparecem Frederico Antunes (PSD) com 5%. Luciano do MLB (UP) e Milton Cardoso (PSDB) ficam com 1% cada. Nulos e brancos são 4% e os que não sabem ou não responderam são 3%.

Quanto à Quaest, a pesquisa estimulada tem Manuela d’Ávila à frente com 12%, seguida de Paulo Pimenta e van Hattem com 9% cada. Sanderson e Rigotto têm 6% cada. Daniela Mulheres Socialistas (PSTU), Frederico Antunes (PSD) e Milton Cardoso (PSDB) ficaram com 1% cada e os demais não pontuaram. Aqui, os indecisos/não sabem/não responderam vão a 37% e os brancos/nulos, a 14%.

Considerando apenas as respostas para a primeira vaga, os percentuais são: 16% para Manuela; 14% para van Hattem e 10% para Pimenta. Rigotto aparece com 9%; Sanderson com 7% e Milton Cardoso (PSDB) 1%. Os demais não pontuaram. Indecisos/não sabem/não responderam são 30% e brancos/nulos, 13%.

Em relação à segunda vaga, as preferências são as seguintes: Sanderson 9%; Manuela e Pimenta 8% cada; Rigotto 7% e van Hattem 4%. Depois vem Daniela Mulheres Socialistas com 2%, seguida por Antunes, Cardoso e Luciano, todos com 1%. Os demais não pontuaram. Nesse cenário, os indecisos/não sabem/não responderam chegam a 43%, enquanto brancos/nulos ficam em 16%.

De acordo com a Quaest, 58% dos eleitores afirmaram que a escolha do candidato é definitiva, contra 42% que ainda podem mudar o voto.

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