
Pesquisa Datafolha aponta que 50% dos eleitores acreditam existir chance de outros países interferirem na eleição brasileira. Do total, 32% consideram essa possibilidade um problema, enquanto 18% não a avaliam dessa forma. Com informações da Folha de S.Paulo
Outros 43% descartam a possibilidade de interferência estrangeira no processo eleitoral. A parcela que não soube ou não respondeu chegou a 7%.
Entre os eleitores que declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 36% enxergam chance de interferência e consideram isso um problema. Outros 9% acreditam na possibilidade, mas dizem não vê-la como problemática. Para 46%, não existe chance de ação estrangeira sobre o pleito.
No eleitorado de Flávio Bolsonaro, 24% consideram que uma interferência pode ocorrer e seria um problema. Outros 32% admitem a possibilidade, mas não veem problema nela. A parcela que descarta qualquer chance de interferência fica em 39%.

Somados os dois grupos que admitem a hipótese, 56% dos eleitores de Flávio Bolsonaro veem chance de ação estrangeira, ante 45% dos eleitores de Lula. O contraste mais acentuado aparece na tolerância: o índice dos que acreditam na interferência, mas não a consideram problemática, é de 32% entre apoiadores do bolsonarista e de 9% entre os do petista.
A pergunta pediu aos entrevistados que considerassem manifestações de líderes de outros países sobre as eleições. O levantamento ocorre após o governo de Donald Trump impor sobretaxas ao Brasil e discutir novas sanções contra autoridades brasileiras, enquanto o presidente argentino Javier Milei participou da convenção que lançou Flávio Bolsonaro. A pesquisa mede a percepção dos eleitores e não comprova a existência de uma operação estrangeira.
O Datafolha ouviu presencialmente 2.058 eleitores entre 18 e 20 de agosto, em pontos de fluxo populacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Contratado pela Folha e pela Globo, o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04496/2026.