O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve continuar, nessa segunda semana de campanha oficial, compatibilizando seus compromissos presidenciais com os eleitorais. Por isso, o forte de sua agenda como candidato se dará a partir da próxima sexta-feira (28), em São Paulo, com foco no Sudeste e no Sul, conforme informações divulgadas até o momento.
O objetivo é fortalecer a campanha na região com maior população e eleitorado (Sudeste) e buscar am pilar espaço onde a direita tem tido melhor desempenho (Sul).
Estado considerado o mais importante politica e economicamente, São Paulo tende a ser mais conservador, mas com uma esquerda forte. É o berço do movimento sindical que alçou Lula à condição de maior líder dos trabalhadores e, depois, primeiro presidente da classe operária brasileira. Não à toa, é um dos principais focos de atuação da campanha.
Governado pelo bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicano), o estado tem Flávio Bolsonaro (PL) à frente nas intenções de voto, com 37%, próximo do empate técnico com Lula, que marca 33%, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. No estado, Lula conta a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (PT), ex-prefeito da capital e que, embora atrás de Tarcísio (45%), marca 27%, percentual importante dado o tamanho do estado.
No sábado (29), Lula deverá retornar a Minas Gerais, onde esteve na sexta (21). O estado é tido como decisivo para uma vitória presidencial. Lá, Lula tem seis pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (37% a 31%), de acordo com o mesmo levantamento. Também conta com o nome do ex-ministro Patrus Ananias (PT) como ponto de apoio importante na disputa estadual.
Do Sudeste, Lula deverá descer para o Sul, onde passará por Santa Catarina e Porto Alegre, no domingo (30). O primeiro estado é considerado um dos mais bolsonaristas do país e é governado por Jorginho de Mello (PL), aliado de primeira hora de Jair e Flávio Bolsonaro. Lá, a sondagem mais recente — do Instituto de Pesquisas Catarinense (IPC), divulgada no final de julho — dava 45% para Flávio e 25% para Lula. A tendência é de reeleição de Jorginho em primeiro turno.
Já no Rio Grande do Sul, estado conservador, mas com forte histórico da esquerda, Lula e Flávio tiveram empate técnico na mais recente pesquisa com esse recorte, feita pela Quaest no final de julho, marcando, respectivamente, 30% e 32%. No entanto, na disputa para o governo do estado, o RS é o que apresenta melhor resultado para a esquerda na região. A mesma pesquisa mostrou Juliana Brizola (PDT) numericamente à frente, mas tecnicamente empatada com Luciano Zucco (PL), 24% a 22%.