
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, descartou concorrer à presidência da Fifa e cobrou que Gianni Infantino deixe o comando da entidade. A posição tira do próximo pleito um dos nomes mais associados à oposição ao dirigente, que lidera a Fifa desde 2016.
Em entrevista ao podcast britânico “The Rest is Politics: Leading”, que será transmitida nesta segunda-feira (24), Ceferin disse que Infantino deveria reconhecer a falta de respaldo no futebol.
“Uma opção é ele perceber que não tem apoio, e isso não se refere apenas ao apoio político de quem vota, mas também ao apoio político da comunidade do futebol, dos torcedores, dos jogadores, ex-jogadores e treinadores”, afirmou.
O chefe da Uefa também apontou uma segunda possibilidade: Infantino disputar a eleição prevista para março. “E a segunda opção é que ele concorra às eleições em março, mas nesse caso, acho que ele terá um candidato contra ele. Ainda não sei quem”, continuou Ceferin.
Apesar de prever um adversário para Infantino, o presidente da entidade europeia afastou a própria candidatura. A eleição da Fifa ocorrerá em Marrocos, e a organização fixou 18 de novembro como prazo para candidatos de oposição apresentarem suas inscrições.

Plano sobre direitos do futebol elevou pressão sobre Infantino
Infantino enfrentou pressão após a divulgação de um plano da Fifa que considerava vender ativos ligados à Copa do Mundo e a direitos do futebol, com transferência de capital para investidores privados. A reação negativa levou o dirigente a recuar da proposta.
Três confederações continentais acusaram a Fifa de “engano” após a retirada do plano. A controvérsia ampliou o desgaste político de Infantino antes da eleição e fortaleceu as críticas de dirigentes europeus.
A Uefa chegou a ameaçar boicotar competições organizadas pela Fifa durante o embate sobre a proposta. Ceferin preside a entidade máxima do futebol europeu e se tornou uma das principais vozes contrárias à gestão de Infantino.