
O governo de Donald Trump abriu uma nova frente de pressão econômica contra Cuba sob a acusação de que a ilha estaria tentando “exportar marxismo”.
As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (20) pelo secretário de Estado Marco Rubio. Em publicação no X, ele afirmou que o governo cubano utilizaria organizações de fachada para “infiltrar, corromper e radicalizar” cidadãos estadunidenses.
A lista atinge Fernando González Llort, presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP); Noemí Rabaza Fernández, primeira vice-presidente; e Leima Martínez Freire, diretora para a América do Norte. A OFAC também incluiu oito empresas e o Ministério da Construção de Cuba entre os alvos, totalizando nove entidades.
O pacote não corresponde a tarifas comerciais. As sanções bloqueiam bens e interesses dos alvos que estejam sob jurisdição dos EUA e, em regra, impedem que cidadãos e empresas estadunidenses realizem transações com eles. Rubio também ameaçou instituições financeiras e companhias estrangeiras que continuarem prestando serviços aos sancionados.
The Cuban regime has spent decades using front groups to infiltrate, corrupt, and radicalize Americans. Today, I’m sanctioning the leadership of ICAP, which is one of the primary organizations involved in these efforts—including convicted Cuban spy Fernando González Llort—and…
— Secretary Marco Rubio (@SecRubio) August 20, 2026
O secretário vinculou o ICAP às comemorações do centenário de Fidel Castro e acusou a entidade de levar “simpatizantes internacionais” a Havana para estabelecer contatos com autoridades cubanas. No anúncio, porém, Rubio não identificou os supostos participantes estadunidenses nem apresentou elementos públicos que comprovassem a existência da alegada rede subversiva.
O chanceler cubano Bruno Rodríguez respondeu que as medidas têm o propósito deliberado de atingir a economia do país e impedir que o governo garanta serviços básicos à população. Em publicação no X, ele afirmou que o cerco dificulta o transporte de alimentos, medicamentos e dispositivos médicos, muitos deles adquiridos por pequenas empresas privadas cubanas.
Rodríguez também defendeu o ICAP como uma instituição dedicada à amizade, à solidariedade internacional, à justiça e à paz. A nova rodada de sanções amplia uma política de pressão que já atingiu o fornecimento energético, as transações financeiras e o comércio da ilha.
El Secretario de Estado de #EEUU continúa castigando a empresas cubanas con el propósito deliberado de afectar nuestra economía e impedir que el gobierno de #Cuba garantice los servicios básicos a la población, que de por sí se encuentran en una situación crítica producto del… pic.twitter.com/JHyTxw00kp
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) August 20, 2026