Governo Trump amplia cerco a Cuba e sancionam 12 alvos sob acusação de “marxismo”

Trump Rubio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O governo de Donald Trump abriu uma nova frente de pressão econômica contra Cuba sob a acusação de que a ilha estaria tentando “exportar marxismo”.

As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (20) pelo secretário de Estado Marco Rubio. Em publicação no X, ele afirmou que o governo cubano utilizaria organizações de fachada para “infiltrar, corromper e radicalizar” cidadãos estadunidenses.

A lista atinge Fernando González Llort, presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP); Noemí Rabaza Fernández, primeira vice-presidente; e Leima Martínez Freire, diretora para a América do Norte. A OFAC também incluiu oito empresas e o Ministério da Construção de Cuba entre os alvos, totalizando nove entidades.

O pacote não corresponde a tarifas comerciais. As sanções bloqueiam bens e interesses dos alvos que estejam sob jurisdição dos EUA e, em regra, impedem que cidadãos e empresas estadunidenses realizem transações com eles. Rubio também ameaçou instituições financeiras e companhias estrangeiras que continuarem prestando serviços aos sancionados.

O secretário vinculou o ICAP às comemorações do centenário de Fidel Castro e acusou a entidade de levar “simpatizantes internacionais” a Havana para estabelecer contatos com autoridades cubanas. No anúncio, porém, Rubio não identificou os supostos participantes estadunidenses nem apresentou elementos públicos que comprovassem a existência da alegada rede subversiva.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez respondeu que as medidas têm o propósito deliberado de atingir a economia do país e impedir que o governo garanta serviços básicos à população. Em publicação no X, ele afirmou que o cerco dificulta o transporte de alimentos, medicamentos e dispositivos médicos, muitos deles adquiridos por pequenas empresas privadas cubanas.

Rodríguez também defendeu o ICAP como uma instituição dedicada à amizade, à solidariedade internacional, à justiça e à paz. A nova rodada de sanções amplia uma política de pressão que já atingiu o fornecimento energético, as transações financeiras e o comércio da ilha.

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