
O coach e influenciador Pablo Marçal expressou estar “surpreso” com a performance de Daniel Vorcaro, responsável pelo Banco Master, e minimizou a prisão do banqueiro no contexto das investigações sobre o Caso Master. Em uma entrevista ao Metrópoles, o bolsonarista afirmou que Vorcaro demonstrou uma capacidade excepcional e sugeriu que seu nome poderia se tornar sinônimo de inteligência no Brasil.
Essa declaração foi feita em meio ao avanço das investigações sobre alegações de irregularidades envolvendo o Banco Master. Daniel Vorcaro é alvo de investigações relativas a operações que estão sob o olhar das autoridades, mas, na visão de Marçal, a prisão não deve ser vista como um desfecho definitivo.
Ao suavizar a situação da detenção, ele utilizou referências religiosas para apoiar seu ponto de vista. “Na prisão, José do Egito esteve, Paulo também, e Jesus também. A prisão não é um ponto final na vida de uma pessoa. Ela pode ser um fim se a pessoa for fraca”, declarou.
Em seguida, o empresário também mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reforçar a ideia de que a experiência na prisão não define o futuro de ninguém.
“Nosso presidente do Brasil não ficou detido por 580 dias? E continuou sendo inteligente. Eu tive a coragem de afirmar que ele [Lula] é o político mais influente da nossa história. A prisão não o diminuiu. Ele não se deixou abater. Portanto, quando você observa algo, isso não determina o futuro de uma pessoa; o que importa é se ela desiste”, disse Marçal.
Como ex-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024, Marçal também abordou a possibilidade de Vorcaro fazer um acordo de delação premiada para atenuar uma possível pena. Na sua perspectiva, essa possibilidade é improvável, especialmente considerando o número de pessoas que poderiam ser afetadas por uma eventual colaboração.
“Não faz muito sentido, não [Vorcaro fechar um acordo de delação premiada]. De jeito nenhum. Se você está em um sistema onde tantas pessoas estão comprometidas, fazer uma delação sem substância, com tantas provas, não faz sentido. Você pode sair da prisão, mas sua vida não será a mesma”, concluiu Marçal.