Eduardo Bolsonaro e Valdemar definem candidatura ao Senado por SP em nome do PL nos EUA

Eduardo Bolsonaro e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Foto: reprodução

Na última terça-feira (21), nos Estados Unidos, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, se encontrou com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro para deliberar sobre o candidato do partido ao Senado por São Paulo. Após a reunião, Valdemar mencionou que existe uma “grande possibilidade” de André do Prado (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, ser o escolhido para a corrida eleitoral.

Em entrevista ao Metrópoles, o líder do partido sintetizou a situação interna: “Muita chance para o André”. Em sua declaração ao GLOBO, ele reiterou que o processo está se desenrolando nessa direção. “Tudo indica que será André do Prado. O anúncio ficará a cargo de Eduardo e será feito em um momento posterior”, afirmou. A decisão, portanto, permanece sob a responsabilidade de Eduardo Bolsonaro, que reside no Texas desde sua saída do Brasil no ano anterior.

Valdemar destacou que André do Prado esteve presente na viagem aos Estados Unidos. O senador Wilder Morais, que é pré-candidato do PL ao governo de Goiás, também integrou a comitiva. O objetivo da visita ao Texas foi resolver a dúvida em relação à segunda vaga ao Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas, que se tornou um dos principais pontos de disputa interna do partido neste ano.

André do Prado, presidente da Alesp. Foto: reprodução

Quando questionado sobre o prazo para a definição do candidato, Valdemar foi claro: “depende do Eduardo”.

Até o momento, o ex-deputado mostrava preferência por outros nomes, como o deputado federal Mário Frias (PL-SP). Outro nome que circula nos bastidores é o do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo, que conta com a simpatia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apesar disso, os aliados do partido acreditam que as recentes movimentações beneficiam André do Prado. Fatores a seu favor incluem a participação mais ativa de Valdemar nas negociações, o respaldo da bancada do PL na Alesp, que conta com 21 deputados, e a tentativa de se posicionar como um candidato com uma melhor capacidade de diálogo político.

Essa definição faz parte de um arranjo maior para 2026. A primeira vaga ao Senado na chapa de Tarcísio deve ser ocupada por Guilherme Derrite (PP), enquanto a vice deve continuar com o MDB, mantendo Felicio Ramuth. Nesse contexto, o PL busca assegurar a segunda cadeira.

Dentro do círculo do governador, a percepção é de que um candidato menos ideológico pode ampliar o alcance político da chapa. É exatamente nessa linha que André do Prado tem buscado se estabelecer.

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