Extrema-direita dos EUA defende fim do voto feminino

O ativista de extrema-direita Nick Fuentes. Foto: William Edwards/AFP

Ativistas de extrema-direita dos Estados Unidos têm defendido o fim do voto feminino no país, segundo a Deutsche Welle. A ideia tem sido difundida em podcasts e redes sociais por apoiadores do presidente americano, Donald Trump, após uma tendência de voto delas a candidatos do Partido Democrata.

Nick Fuentes, conhecido influenciador de extrema-direita, afirmou em entrevista a um podcast: “Eu eliminaria o direito ao voto de centenas de grupos, das mulheres, com certeza”. Ele não especificou de quais outras minorias retiraria o direitos.

Outros, como o perfil do TikTok “icanexplainmike”, citam a 19ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos como um erro. A medida foi ratificada em agosto de 1920, há mais de um século, e garantiu o direito de voto às mulheres.

A ideia também é difundida pelo teólogo e pastor Doug Wilson, que faz parte da Comunhão de Igrejas Evangélicas Reformadas e defende a ideia de “um voto por família, mas decidido pelo marido”. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, também compartilha da ideia e chegou a republicar um post do religioso.

O também pastor Dale Patridge, também apoiador de Trump, já defendeu o fim da 19ª Emenda alegando que “as mulheres votam de forma emocional e a política nacional está feminilizada”.

A medida não é só defendida por homens na chamada “machosfera”. Segundo o jornal americano New York Times, há mulheres que apoiam o “patriarcado bíblico” pedindo a revogação da 19ª Emenda e um voto feito por núcleo familiar.

A comentarista política conservadora Helen Andrews também faz parte do movimento e recentemente escreveu um artigo em que reclama da da “grande feminização institucional”.

O presidente americano parece estar atento ao movimento e recentemente criou um projeto, já aprovado pela Câmara dos Representantes, que cria obstáculos a mulheres casadas, além de pessoas trans. A medida obriga que eleitores comprovem cidadania americana no momento de votar, usando certidão de nascimento ou passaporte.

O problema é que quem possui um documento cujo nome não coincide nos documentos apresentados, como pessoas casadas que mudaram de nome, teriam que apresentar registros adicionais, como certidão de casamento ou sentença de divórcio, para justificar a alteração.

A medida ainda precisa passar pelo Senado americano, mas pode dificultar os votos de mais de 21 milhões de americanos que não têm acesso imediato a esses documentos.

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