Após uma série de idas e vindas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou, nesta terça-feira (21), que decidirá manter o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz e prorrogará o cessar-fogo “até que os representantes do Irã consigam apresentar uma proposta unificada para as negociações de paz”. Horas antes, ele havia afirmado a um meio de comunicação que não estenderia a trégua.
A escolha de Trump parece ser uma resposta ao pedido do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que está envolvido nas conversas entre os países. Uma nova rodada de negociações estava agendada para esta terça (21).
Na declaração que fez sobre o tema, publicada em sua rede social, Trump sugere que há uma divisão interna no governo iraniano, buscando enfraquecer a posição do adversário.
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“Levando em consideração que o governo iraniano está bastante fragmentado — o que não é surpreendente — e a pedido do marechal de campo Asim Munir e do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, fomos solicitados a suspender nossa ação militar até que seus líderes e representantes consigam apresentar uma proposta unificada”, declarou Trump.
O presidente dos EUA afirmou que havia instruído as Forças Armadas a “manter o bloqueio e, em todos os demais aspectos, estarem preparadas”, e que o cessar-fogo seria estendido “até que tal proposta seja apresentada e as negociações sejam finalizadas, de uma forma ou de outra”.
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Nesta mesma terça-feira (21), durante uma entrevista à rede CNBC, ao ser indagado sobre a prorrogação do cessar-fogo — que termina nesta quarta (22) —, Trump respondeu: “Eu não quero fazer isso. Não temos muito tempo”.
Conforme informado pela agência iraniana Irna, em resposta às especulações sobre negociações no Paquistão, uma fonte diplomática declarou, nesta terça-feira (21), que “nenhuma delegação do Irã chegou à capital paquistanesa”. Além disso, “autoridades iranianas afirmaram que Teerã não negociará sob ameaças”.
Com agências