Adoção da bandeira dos EUA por bolsonaristas vira matéria do New York Times

A bandeira dos EUA na Paulista, em matéria do New York Times

O New York Times registrou a nova mania da extrema-direita brasileira: o amor pela bandeira americana. O jornal relata que o bandeirão dos EUA estendido na Paulista foi interpretado como uma demonstração de gratidão ao presidente Donald Trump, por tentativas de interceder em favor de Bolsonaro.

A bandeira tornou-se rapidamente o símbolo mais discutido do evento, viralizando nas redes sociais e aparecendo em diversas capas de jornais. A reportagem lembra que a imagem também pode estar no centro de uma investigação policial, já que existe suspeita de que o mesmo pano tenha sido usado no jogo da NFL realizado no Itaquerão dias antes, evento promovido e financiado pela Prefeitura de São Paulo.

Em outros países, como Coreia do Sul e Israel, apoiadores de Donald Trump também incorporaram a bandeira americana a protestos, seja para contestar eleições ou celebrar maior apoio dos EUA em conflitos internacionais. No Brasil, no mesmo dia, manifestantes se vestiram com a bandeira americana, pintaram seus rostos de vermelho, branco e azul e usaram versões modificadas combinando elementos da bandeira dos EUA e do Brasil.

A publicação destaca que membros do Congresso Nacional solicitaram formalmente à Polícia Federal que investigue a origem da bandeira exibida na Paulista. Lindbergh Farias e Pedro Campos, parlamentares de esquerda, apontaram que o tamanho e as proporções do pano coincidem com a bandeira usada no jogo da NFL realizado na sexta-feira anterior, e que sua participação em manifestações políticas poderia violar leis brasileiras sobre a influência de entidades estrangeiras na política.

O porta-voz da NFL, Brian McCarthy, negou que a bandeira da liga tenha sido levada ao protesto, afirmando que ela permanece no depósito do fornecedor da liga.

Segundo o New York Times, a polêmica reforça o debate sobre a utilização de símbolos estrangeiros em atos políticos e o impacto desses gestos na percepção pública sobre soberania e interesses internacionais, especialmente em um contexto de manifestações que misturam apoio a Bolsonaro e críticas à esquerda.

O episódio também evidencia a polarização extrema das celebrações do 7 de Setembro, quando uma data nacional pode ser marcada por alinhamentos simbólicos com líderes e nações estrangeiras, suscitando dúvidas sobre a legitimidade e financiamento de tais atos.

 

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