“A CUT é uma das mais generosas organizações da luta social brasileira”, afirma o presidente do PT, Edinho Silva

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), entidade que tem como princípio a defesa e proteção dos trabalhadores brasileiros, está completando 42 anos de existência. A entidade nasceu em São Bernardo do Campo (SP), e se tornou a maior entidade sindical da América Latina e a quinta maior do mundo.

Junto com seus sindicatos de base, a CUT realiza a defesa intransigente dos interesses da classe trabalhadora e de todo o povo brasileiro. Fortalecer a entidade se torna ainda mais importante em um cenário de mudanças no mundo do trabalho que levam à precariedade dos laços laborais. Sob o argumento de que a modernização das relações trabalhistas, empresas multinacionais e nacionais tentam afastar os trabalhadores da formalização, defendem a chamada pejotização e atuam para impedir a redução da jornada.

O presidente do PT, Edinho Silva, ressaltou a importância da CUT para a classe trabalhadora e parabenizou a entidade. “A CUT é uma das mais generosas organizações da luta social brasileira, estando ao lado dos movimentos sociais nos principais momentos de embate por reforma agrária, moradia digna, saúde e educação gratuita e de qualidade, por igualdade de gênero, contra o racismo e todas as formas de preconceito. Se tem luta, a CUT está lá. Parabéns, CUT! Parabéns aos sindicalistas, dirigentes e militantes cutistas! E viva à luta dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”, disse ele.

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Conscientes de sua importância vital para a existência da sociedade, trabalhadores brasileiros se engajaram na campanha pela redução da jornada exaustiva, com o fim da escala 6X1 e defendem a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e taxação dos mais ricos. A CUT, assim como os sindicatos de base, se mobilizam em defesa destas pautas, focando na melhoria da qualidade de vida no trabalho.

A luta continua

Quando a CUT surgiu, o cenário era outro, com sucessivas violações de direitos básicos do trabalho, formalização e ausência de direitos básicos. Quatro décadas depois, apesar dos avanços trazidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a luta continua por mais direitos e por respeito às conquistas já formalizadas.

O presidente da CUT, Sergio Nobre destaca que, mesmo com toda a perseguição e ataques que a CUT e a organização sindical enfrentaram a partir do golpe de 2016 – resistindo aos governos de Michel Temer e aos retrocessos impostos por Jair Bolsonaro -, a Central manteve a disposição de ação e de luta. “Resistimos e vencemos a pandemia. Derrotamos nas urnas a extrema-direita e reelegemos Lula presidente pela terceira vez, e vamos reelegê-lo novamente em 2026”, conclamou.

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Ele destacou que a entidade vai continuar na defesa do respeito aos direitos humanos e por relações de trabalho mais justas.  “A CUT seguirá como fez nesses 42 anos, promovendo a solidariedade de classe, presente na luta por melhores salários, melhores condições de trabalho, contra as injustiças sociais, pela afirmação da igualdade contra todo tipo de discriminação em defesa dos direitos humanos, contra o autoritarismo, o fascismo e atuando pela construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, justa, humana e plena de direitos”, destacou.

PTNacional

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Last Update: 28/08/2025